Na semana passada, um grupo esteve em São Ludgero para conhecer as ações implantadas no município.
Laguna
Na manhã do dia 10 de julho, uma segunda-feira, um motociclista de 47 anos se feriu após ter atingido um cavalo na avenida João Marronzinho, em Laguna. Ele teve de ser encaminhado ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos com suspeita de luxação no braço direito. Já o cavalo acabou morrendo em seguida.
Este é um exemplo que ilustra um problema que se arrasta há alguns anos em Laguna: os animais abandonados nas ruas ou então deixados por seus donos para pastar em locais como a própria região da João Marronzinho, sem a devida segurança.
No entanto, nos últimos meses o município deu início às discussões para tentar encontrar uma saída para o problema. Prefeitura e organizações ligadas à questão reconhecem o desafio que a cidade tem pela frente. Acompanhando o tema há alguns anos, a vereadora Nadia Tasso Lima (PMDB), por exemplo, diz que o abandono de animais já “está fora do normal”.
No último dia 27, uma comitiva de Laguna esteve em São Ludgero para conhecer melhor o projeto de chipamento e castração desenvolvido pelo município, com o apoio da Associação de Proteção Animal (Apa). Na cidade do Vale, o chipamento é obrigatório e tem como base legal a Lei Municipal nº 1.985/2010. Até o momento são 1.230 chipamentos e 500 castrações.
A vereadora foi um dos membros da comitiva. No projeto de São Ludgero, ela destaca o apoio do Executivo e a cooperação técnica com o Centro Universitário Barriga-Verde (Unibave). “É fácil viabilizar isso, desde que haja boa vontade”, afirma. Em Laguna, na falta de um programa semelhante, a cidade conta com o trabalho de organizações como a Sociedade Lagunense de Proteção aos Animais (Solpra), que custeia castrações com recursos próprios.
Laguna ainda não tem mapeamento do número de animais
Para a cidade, Nadia sugere o credenciamento de clínicas veterinárias, que ficariam responsáveis pelas castrações. O chipamento, que serve para determinar a origem do animal, também é uma possibilidade a ser discutida, segundo ela. Outra ideia verificada em São Ludgero e que pode ser aplicada em Laguna é a adoção destes animais, evitando assim a sua permanência nas ruas.
O médico veterinário Éric Ibanez Kubiak, da secretaria de Pesca e Agricultura de Laguna, diz que o município não tem hoje nenhum mapeamento do número de animais que se encontram nas ruas. Ele afirma que o problema maior são os cães e também os cavalos soltos próximo à avenida João Marronzinho, cuja situação ele define como “perigo iminente”. Do projeto de São Ludgero, Kubiak destaca também a entrega dos animais para adoção.
Reunião vai discutir medidas a serem implantadas em Laguna
A secretária municipal de Saúde, Valéria Souza, afirma que, até o momento, não foi implantada nenhuma medida em Laguna, mas reconhece que a presença de animais abandonados nas ruas é um problema sanitário. Segundo ela, as discussões estão em fase inicial.
Nesta semana, vai ocorrer uma reunião para que os membros da comitiva que esteve em São Ludgero apresentem os resultados da visita. A secretária adianta que, a partir da reunião desta semana, devem ser traçadas as medidas a serem adotadas no município. Uma delas, afirma, pode ser a criação de uma campanha de incentivo à adoção animal.

